Sustentabilidade
No dicionário
do Lat. sustentare

segurar por baixo;
suster;
suportar;
impedir que caia;
aguentar;
conservar;
alimentar;
prover de víveres ou munições;
amparar;
fazer frente a;
lutar a favor ou em defesa de;
defender com argumentos;

Definição
“Satisfazer as necessidades globais de natureza econômica, social e ambiental da geração presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazer suas próprias necessidades”

Histórico e evolução de conceitos
“Limites do Crescimento” (Clube de Roma / 1972)
Declaração de Estocolmo (1972)
Relatório Brundtland (1987)
Agenda 21 (1992)
Global Reporting Initiative (1997)
Carta da Terra (2000)
Global Compact (2000)
Metas de Desenvolvimento do Milênio (2000)
Triple Bottom Line (2000)

Desenvolvimento Sustentável se refere à “interface entre a sociedade humana e o meio ambiente”.
(Cúpula Rio + 10 - Johannesburg / 2002)

A contribuição do setor privado para o Desenvolvimento Sustentável se dá mediante a prática da Sustentabilidade.

Sustentabilidade: três amplos componentes “Triple Bottom Line”, expressos como as dimensões:
Econômica
Social e
Ambiental.

Outros aspectos da Sustentabilidade estabelecidos no processo de Governança Corporativa:
Prestação de Contas
Transparência
Engajamento de Partes Interessadas.

Nações Unidas – Desenvolvimento Econômico e Social
Agenda 21 - texto em inglês
Agenda 21 – informações sobre o Brasil
Declaração do Rio-1992 - texto em inglês
Carta da Terra - portal
Carta da Terra - texto em português
Declaração do Milênio - texto em inglês
Metas do Milênio - texto em português
Johannesburg Summit 2002
Global Reporting Initiative
Global Compact - portal
Global Compact - texto em inglês
SustainAbility – Triple Bottom Line
Ecological Footprint (Pegada Ecológica)
Worldwatch - Observatório de Desenvolv. Sustentável
Instituto Ethos

Princípios
Ética e transparência
Ser transparente e verdadeiro.
“Postura ética e responsável, resultante da adoção de sólidos e saudáveis princípios de negócio baseados em relações transparentes com a sociedade em geral e, em particular, com todos os públicos de interesse, seja aqueles que integram a cadeia geradora de valor, seja aqueles que compõem as organizações privadas e instituições públicas da sociedade”.

Desempenho e recompensa
Fazer bem feito e todos ganharem.
“Desempenho econômico saudável, capacitando a empresa a atender as expectativas de retorno financeiro de seus investidores e as demandas legítimas de seus públicos de interesse.”

Respeito e preservação
Cuidar da natureza e sustentar a vida.
“Utilização eficiente e manejo cuidadoso dos ativos naturais do planeta, patrimônio comum da humanidade e das demais espécies vivas, e zelo por sua preservação”.

Solidariedade e convivência
Participar das comunidades e compartilhar a vida.
“Comprometimento com o desenvolvimento econômico, social e cultural das comunidades pertinentes à empresa, tanto as vizinhas às instalações quanto aquelas vinculadas a segmentos da cadeia de valor.”

Diversidade e integração
Preservar outros modos de ser e valorizar as diferenças.
“Valorização e preservação dos costumes, da cultura e da organização social de populações nativas residentes em áreas florestais fornecedores de ativos da biodiversidade.”

Engajamento e exemplo
Ensinar a pensar no todo e a agir como cidadão.
“Contribuição por meio de processos educacionais para o desenvolvimento da consciência ecológica e para a formação cívica dos vários públicos, internos e externos, mormente das crianças e dos jovens.”

Realização e plenitude
Cuidar de você e do outro. E ser feliz...
“incentivo à qualidade de vida de seus colaboradores, proporcionando a todos oportunidades de realização individual no trabalho e na vida privada, de gozo de saúde física e psíquica, e de busca legítima da felicidade.”
51 dicas práticas para você economizar energia e proteger o meio ambiente
1. TAMPE SUAS PANELAS ENQUANTO COZINHA. Parece óbvio, não é? E é mesmo! Ao tampar as panelas enquanto cozinha você aproveita o calor que simplesmente se perderia no ar.

2. USE UMA GARRAFA TÉRMICA COM ÁGUA GELADA. Compre daquelas garrafas térmicas de acampamento, de 2 ou 5 litros. Abasteça-a de água bem gelada com uma bandeja de cubos de gelo pela manhã. Você terá água gelada até a noite e evitará o abre-fecha da geladeira toda vez que alguém quiser beber um copo d'água

3. APRENDA A COZINHAR EM PANELA DE PRESSÃO. Acredite... dá pra cozinhar tudo em panela de pressão: Feijão, arroz, macarrão, carne, peixe etc... Muito mais rápido e economizando 70% de gás.

4. COZINHE COM FOGO MÍNIMO. Se você não faltou às aulas de física no 2º grau você sabe: Não adianta, por mais que você aumente o fogo, sua comida não vai cozinhar mais depressa, pois a água não ultrapassa 100ºC em uma panela comum. Com o fogo alto, você vai é queimar sua comida.

5. ANTES DE COZINHAR, RETIRE DA GELADEIRA TODOS OS INGREDIENTES DE UMA SÓ VEZ. Evite o abre-fecha da geladeira toda vez que seu cozido precisar de uma cebola, uma cenoura, etc...

6. COMA MENOS CARNE VERMELHA.A criação de bovinos é um dos maiores responsáveis pelo efeito estufa. Não é piada. Você já sentiu aquele cheiro pavoroso quando você se aproximou de alguma fazenda/criaçã o de gado? Pois é: É metano, um gás inflamável, poluente, e mega fedorento. Além disso, a produção de carne vermelha demanda uma quantidade enorme de água. Para você ter uma idéia: Para produzir 1kg de carne vermelha são necessários 200 litros de água potável. O mesmo quilo de frango só consome 10 litros.

7. NÃO TROQUE O SEU CELULAR. Já foi tempo que celular era sinal de status. Hoje em dia qualquer Zé mane tem. Trocar por um mais moderno para tirar onda? Ninguém se importa. Fique com o antigo pelo menos enquanto estiver funcionando perfeitamente ou em bom estado. Se o problema é a bateria, considere o custo/benefício trocá-la e descartá-la adequadamente, encaminhando- a a postos de coleta. Celulares trouxeram muita comodidade à nossa vida, mas utilizam de derivados de petróleo em suas peças e metais pesados em suas baterias. Além disso, na maioria das vezes sua produção é feita utilizando mão de obra barata em países em desenvolvimento. Utilize seus gadgets até o final da vida útil deles, lembre-se de que eles certamente não foram nada baratos.

8. COMPRE UM VENTILADOR DE TETO. Nem sempre faz calor suficiente pra ser preciso ligar o ar condicionado. Na maioria das vezes um ventilador de teto é o ideal para refrescar o ambiente gastando 90% menos energia. Combinar o uso dos dois também é uma boa idéia. Regule seu ar condicionado para o mínimo e ligue o ventilador de teto.

9. USE SOMENTE PILHAS E BATERIAS RECARREGÁVEIS. É certo que são caras, mas ao uso em médio e longo prazo elas se pagam com muito lucro. Duram anos e podem ser recarregadas em média 1000 vezes.

10. LIMPE OU TROQUE OS FILTROS O SEU AR CONDICIONADO.Um ar condicionado sujo representa 158 quilos de gás carbônico a mais na atmosfera por ano.

11. TROQUE SUAS LÂMPADAS INCANDESCENTES POR FLUORESCENTES.Lâmpadas fluorescentes gastam 60% menos energia que uma incandescente.. Assim, você economizará 136 quilos de gás carbônico anualmente.

12. ESCOLHA ELETRODOMÉSTICOS DE BAIXO CONSUMO ENERGÉTICO.Procure por aparelhos com o selo do Procel (no caso de nacionais) ou Energy Star (no caso de importados).

13. NÃO DEIXE SEUS APARELHOS EM STANDBY.Simplesmente desligue ou tire da tomada quando não estiver usando um eletrodoméstico. A função de standby de um aparelho usa cerca de 15% a 40% da energia consumida quando ele está em uso.

14. MUDE SUA GELADEIRA OU FREEZER DE LUGAR. Ao colocá-los próximos ao fogão, eles utilizam muito mais energia para compensar o ganho de temperatura. Mantenha-os afastados pelos menos 15cm das paredes para evitar o superaquecimento. Colocar roupas e tênis para secar atrás deles então, nem pensar!

15. DESCONGELE GELADEIRAS E FREEZERS ANTIGOS A CADA 15 OU 20 DIAS. O excesso de gelo reduz a circulação de ar frio no aparelho, fazendo que gaste mais energia para compensar. Se for o caso, considere trocar de aparelho. Os novos modelos consomem até metade da energia dos modelos mais antigos, o que subsidia o valor do eletrodoméstico a médio/longo prazo.

16. USE A MÁQUINA DE LAVAR ROUPAS/LOUÇA SÓ QUANDO ESTIVEREM CHEIAS. Caso você realmente precise usá-las com metade da capacidade, selecione os modos de menor consumo de água. Se você usa lava-louças, não é necessário usar água quente para pratos e talheres pouco sujos. Só o detergente já resolve.

17. RETIRE IMEDIATAMENTE AS ROUPAS DA MÁQUINA DE LAVAR QUANDO ESTIVEREM LIMPAS. As roupas esquecidas na máquina de lavar ficam muito amassadas, exigindo muito mais trabalho e tempo para passar e consumindo assim muito mais energia elétrica.

18. TOME BANHO DE CHUVEIRO. E de preferência, rápido. Um banho de banheira consome até quatro vezes mais energia e água que um chuveiro.

19. USE MENOS ÁGUA QUENTE. Aquecer água consome muita energia. Para lavar a louça ou as roupas, prefira usar água morna ou fria.

20. PENDURE AO INVÉS DE USAR A SECADORA. Você pode economizar mais de 317 quilos de gás carbônico se pendurar as roupas durante metade do ano ao invés de usar a secadora.

21. NUNCA É DEMAIS LEMBRAR: RECICLE NO TRABALHO E EM CASA. Se a sua cidade ou bairro não tem coleta seletiva, leve o lixo até um posto de coleta. Existem vários na rede Pão de Açúcar. Lembre-se de que o material reciclável deve ser lavado (no caso de plásticos, vidros e metais) e dobrado (papel).

22. FAÇA COMPOSTAGEM.Cerca de 3% do metano que ajuda a causar o efeito estufa é gerado pelo lixo orgânico doméstico. Aprenda a fazer compostagem: além de reduzir o problema, você terá um jardim saudável e bonito.

23. REDUZA O USO DE EMBALAGENS.Embalagem menor é sinônimo de desperdício de água, combustível e recursos naturais. Prefira embalagens maiores, de preferência com refil. Evite ao máximo comprar água em garrafinhas, leve sempre com você a sua própria.

24. COMPRE PAPEL RECICLADO. Produzir papel reciclado consome de 70 a 90% menos energia do que o papel comum, e poupa nossas florestas.

25. UTILIZE UMA SACOLA PARA AS COMPRAS. Sacolinhas plásticas descartáveis são um dos grandes inimigos do meio-ambiente. Elas não apenas liberam gás carbônico e metano na atmosfera, como também poluem o solo e o mar. Quando for ao supermercado, leve uma sacola de feira ou suas próprias sacolinhas plásticas.

26. PLANTE UMA ÁRVORE. Uma árvore absorve uma tonelada de gás carbônico durante sua vida. Plante árvores no seu jardim ou inscreva-se em programas como o SOS Mata Atlântica ou Iniciativa Verde.

27. COMPRE ALIMENTOS PRODUZIDOS NA SUA REGIÃO. Fazendo isso, além de economizar combustível, você incentiva o crescimento da sua comunidade, bairro ou cidade.

28. COMPRE ALIMENTOS FRESCOS AO INVÉS DE CONGELADOS. Comida congelada além de mais cara, consome até 10 vezes mais energia para ser produzida. É uma praticidade que nem sempre vale a pena.

29. COMPRE ORGÂNICOS. Por enquanto, alimentos orgânicos são um pouco mais caros pois a demanda ainda é pequena no Brasil. Mas você sabia que, além de não usar agrotóxicos, os orgânicos respeitam os ciclos de vida de animais, insetos e ainda por cima absorvem mais gás carbônico da atmosfera que a agricultura "tradicional" ? Se toda a produção de soja e milho dos EUA fosse orgânica, cerca de 240 bilhões de quilos de gás carbônico seriam removidos da atmosfera. Portanto, incentive o comércio de orgânicos para que os preços possam cair com o tempo.

30. ANDE MENOS DE CARRO. Use menos o carro e mais o transporte coletivo (ônibus, metrô) ou o limpo (bicicleta ou a pé). Se você deixar o carro em casa 2 vezes por semana, deixará de emitir 700 quilos de poluentes por ano.

31. NÃO DEIXE O BAGAGEIRO VAZIO EM CIMA DO CARRO. Qualquer peso extra no carro causa aumento no consumo de combustível. Um bagageiro vazio gasta 10% a mais de combustível, devido ao seu peso e aumento da resistência do ar.

32. MANTENHA SEU CARRO REGULADO. Calibre os pneus a cada 15 dias e faça uma revisão completa a cada seis meses, ou de acordo com a recomendação do fabricante. Carros regulados poluem menos. A manutenção correta de apenas 1% da frota de veículos mundial representa meia tonelada de gás carbônico a menos na atmosfera.

33. LAVE O CARRO A SECO. Existem diversas opções de lavagem sem água, algumas até mais baratas do que a lavagem tradicional, que desperdiça centenas de litros a cada lavagem. Procure no seu posto de gasolina ou no estacionamento do shopping.

34. QUANDO FOR TROCAR DE CARRO, ESCOLHA UM MODELO MENOS POLUENTE. Apesar da dúvida sobre o álcool ser menos poluente que a gasolina ou não, existem indícios de que parte do gás carbônico emitido pela sua queima é reabsorvida pela própria cana de açúcar plantada. Carros menores e de motor 1.0 poluem menos. Em cidades como São Paulo, onde no horário de pico anda-se a 10km/h, não faz muito sentido ter carros grandes e potentes para ficar parados nos congestionamentos.

35. USE O TELEFONE OU A INTERNET. A quantas reuniões de 15 minutos você já compareceu esse ano, para as quais teve que dirigir por quase uma hora para ir e outra para voltar? Usar o telefone ou skype pode poupar você de stress, além de economizar um bom dinheiro e poupar a atmosfera.

36. VOE MENOS, REÚNA-SE POR VIDEOCONFERÊNCIA. Reuniões por videoconferência são tão efetivas quanto as presenciais.. E deixar de pegar um avião faz uma diferença significativa para a atmosfera.

37. ECONOMIZE CDS E DVDS. CDs e DVDs sem dúvida são mídias eficientes e baratas, mas você sabia que um CD leva cerca de 450 anos para se decompor e que, ao ser incinerado, ele volta como chuva ácida (como a maioria dos plásticos)? Utilize mídias regraváveis, como CD-RWs, drives USB ou mesmo e-mail ou FTP para carregar ou partilhar seus arquivos. Hoje em dia, são poucos arquivos que não podem ser disponibilizados virtualmente ao invés de em mídias físicas.

38. PROTEJA AS FLORESTAS. Por anos os ambientalistas foram vistos como "eco-chatos" . Mas em tempos de aquecimento global, as árvores precisam de mais defensores do que nunca. O papel delas no aquecimento global é crítico, pois mantém a quantidade de gás carbônico controlada na atmosfera.

39. CONSIDERE O IMPACTO DE SEUS INVESTIMENTOS. O dinheiro que você investe não rende juros sozinho. Isso só acontece quando ele é investido em empresas ou países que dão lucro. Na onda da sustentabilidade, vários bancos estão considerando o impacto ambiental das empresas em que investem o dinheiro dos seus clientes. Informe-se com o seu gerente antes de escolher o melhor investimento para você e o meio ambiente.

40. INFORME-SE SOBRE A POLÍTICA AMBIENTAL DAS EMPRESAS QUE VOCÊ CONTRATA. Seja o banco onde você investe ou o fabricante do shampoo que utiliza, todas as empresas deveriam ter políticas ambientais claras para seus consumidores. Ainda que a prática esteja se popularizando, muitas empresas ainda pensam mais nos lucros e na imagem institucional do que em ações concretas. Por isso, não olhe apenas para as ações que a empresa promove, mas também a sua margem de lucro alardeada todos os anos. Será mesmo que eles estão colaborando tanto assim?

41. DESLIGUE O COMPUTADOR.Muita gente tem o péssimo hábito de deixar o computador de casa ou da empresa ligado ininterruptamente, às vezes fazendo downloads, às vezes simplesmente por comodidade. Desligue o computador sempre que for ficar mais de 2 horas sem utilizá-lo e o monitor por até quinze minutos.

42. CONSIDERE TROCAR SEU MONITOR.O maior responsável pelo consumo de energia de um computador é o monitor. Monitores de LCD são mais econômicos, ocupam menos espaço na mesa e estão ficando cada vez mais baratos. O que fazer com o antigo? Doe a instituições como o Comitê para a Democratização da Informática.

43. NO ESCRITÓRIO, DESLIGUE O AR CONDICIONADO UMA HORA ANTES DO FINAL DO EXPEDIENTE. Num período de 8 horas, isso equivale a 12,5% de economia diária, o que equivale a quase um mês de economia no final do ano. Além disso, no final do expediente a temperatura começa a ser mais amena.

44. NÃO PERMITA QUE AS CRIANÇAS BRINQUEM COM ÁGUA.Banho de mangueira, guerrinha de balões de água e toda sorte de brincadeiras com água são sem dúvida divertidas, mas passam a equivocada idéia de que a água é um recurso infinito, justamente para aqueles que mais precisam de orientação, as crianças. Não deixe que seus filhos brinquem com água, ensine a eles o valor desse bem tão precioso.

45. NO HOTEL, ECONOMIZE TOALHAS E LENÇOIS. Use o bom senso... Você realmente precisa de uma toalha nova todo dia? Você é tão imundo assim? Em hotéis, o hóspede tem a opção de não ter as toalhas trocadas diariamente, para economizar água e energia. Trocar uma vez a cada 3 dias já está de bom tamanho. O mesmo vale para os lençois, a não ser que você mije na cama...

46. PARTICIPE DE AÇÕES VIRTUAIS. A Internet é uma arma poderosa na conscientizaçã o e mobilização das pessoas. Um exemplo é o site ClickÁrvore, que planta árvores com a ajuda dos internautas. Informe-se e aja!

47. INSTALE UMA VÁLVULA NA SUA DESCARGA. Instale uma válvula para regular a quantidade de água liberada no seu vaso sanitário: mais quantidade para o número 2, menos para o número 1!

48. NÃO PEÇA COMIDA PARA VIAGEM. Se você já foi até o restaurante ou à lanchonete, que tal sentar um pouco e curtir sua comida ao invés de pedir para viagem? Assim você economiza as embalagens de plástico e isopor utilizadas.

49. REGUE AS PLANTAS À NOITE Ao regar as plantas à noite ou de manhãzinha, você impede que a água se perca na evaporação, e também evita choques térmicos que podem agredir suas plantas.

50. FREQUENTE RESTAURANTES NATURAIS/ORGÂNICOS, Com o aumento da consciência para a preservação ambiental, uma gama enorme de restaurantes naturais, orgânicos e vegetarianos está se espalhando pelas cidades. Ainda que você não seja vegetariano, experimente os novos sabores que essa onda verde está trazendo e assim estará incentivando o mercado de produtos orgânicos, livres de agrotóxicos e menos agressivos ao meio-ambiente.

51. VÁ DE ESCADA. Para subir até dois andares ou descer três, que tal ir de escada? Além de fazer exercício, você economiza energia elétrica dos elevadores.

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A China está construindo a primeira cidade neutra de carbono
(tags: ClimateChange, emissions, energy, sustainability, eco-friendly, urban planning ) (traduzido por Nancy Juozapavicius de

http://www.greenoptions.com/blog/2007/04/21/china_building_first_carbon_neutral_city)


A China está examinando pelo menos um modo único de desenvolver mais sustentabilidade, Bem vindos a Dongtan, a única cidade no mundo livre de CO2.
Os desenvolvedores estão construindo essa cidade ecológica de $1.3 bilhões nos arredores de Xangai. Energia renovável sera usada extensivamente, o projeto arquitetônico da cidade maximiza caminhadas e ciclismo em vez de carros, e os veículos de transporte funcionam com baterias ou células de hidrogênio. Outros planos incluem reciclagem de lixo orgânico, tetos verdes (protegidos por plantas) , e captura de água da chuva.
Dongtan irá cobrir uma area de cerca de três quartos do tamanho de Manhattan nos pantanais na foz do Rio Iang-Tsé. No entanto, Peter Head da Arup, a firma londrina que está à frente do planejamento, diz que o pântano não corre riscos por causa do desenvolvimento.
Albert Einstein - Ilusão de ótica ou de ética?
"Um ser humano é parte de um todo...Ele percebe a si mesmo, seus pensamentos e sentimentos, como algo separado do resto...um tipo de ilusão de ótica da sua consciência. Esta ilusão é uma espécie de prisão para nós, restringindo nossos desejos pessoais e a nossa afeição a umas poucas pessoas próximas a nós. Nossa tarefa deve ser nos libertarmos desta prisão, expandindo nossa compaixão para abranger todas as criaturas vivas e toda a Natureza em seu esplendor. Ninguém é capaz de conseguir isso completamente, mas apenas o empenho por tal conquista é, em si próprio, uma parte da liberação e uma base sólida para nossa segurança interior.
Albert Einstein
Brasil é contra novo órgão mundial para o meio ambiente

Agência Estado

A cruzada do presidente da França, Jacques Chirac, para a criação da Organização das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Onuma) não encontra simpatia do Brasil. O governo brasileiro, em princípio, é favorável ao fortalecimento do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e da Comissão de Desenvolvimento Sustentável (CDS), informou o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, Claudio Langone.

Segundo ele, o Pnuma tem cumprido um papel importante e pode ser aperfeiçoado com uma maior regionalização.
"O Brasil não é contrário ao fortalecimento da questão ambiental, mas tem dúvidas sobre a criação da Onuma", afirmou o secretário. Ele lembrou que a proposta de Chirac foi apresentada em meio à discussão de reformulação da ONU.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, vai discutir o assunto durante reunião do conselho de administração do Pnuma e do Fórum Global de Ministros de Meio Ambiente, que começa amanhã, em Nairóbi, no Quênia. No encontro, os ministros vão discutir a reforma das Nações Unidas e as duas propostas para a área de meio ambiente: o fortalecimento do Pnuma e a idéia européia de criação de uma organização mundial específica.

Segundo Langone, a ministra vai fazer uma cobrança dura no encontro sobre a necessidade de mudanças na forma de cooperação com os países desenvolvidos. "Não é só ter mais recursos para cooperação. É preciso ter uma agenda voltada para os interesses dos países em desenvolvimento", disse. Na sua avaliação, os países desenvolvidos acabam impondo a sua própria agenda na cooperação.

Camelos

Uma mãe e um bebê camelo estavam por ali, à toa,
quando de repente o bebê camelo perguntou:

Bebê: Mãe, mãe, posso te perguntar umas coisas?

Mãe: Claro! O que está incomodando o meu filhote?

Bebê: Por que os camelos têm corcova?

Mãe: Bem, meu filhinho, nós somos animais do
deserto,precisamos das corcovas para reservar água e
por isso mesmo somos conhecidos por sobreviver sem
água.

Bebê: Certo, e por que nossas pernas são longas e
nossas patas arredondadas?

Mãe: Filho, certamente elas são assim para permitir
caminhar no deserto. Sabe, com essas pernas eu posso
me movimentar pelo deserto melhor do que qualquer um!

Bebê: Certo! Então, por que nossos cílios são tão
longos? De vez em quando eles atrapalham minha visão.

Mãe: Meu filho! Esses cílios longos e grossos são como
uma capa protetora para os olhos. Eles ajudam na
proteção dos seus olhos quando atingidos pela areia e
pelo vento do deserto! disse a mãe com orgulho nos
olhos.

Bebê: Tá. Então a corcova é para armazenar água
enquanto cruzamos o deserto,as pernas para caminhar
através do deserto e os cílios são para proteger meus
olhos do deserto. Então que diabos estamos fazendo
aqui no Zoológico???????

Moral da história para alguns:
"Habilidade, conhecimento,
capacidade e experiências são úteis se você estiver no
lugar certo"

Moral da história para outros:
"Porque nós humanos sempre achamos que somos
superiores e que a natureza nos deve obediência?"

Carta escrita no ano de 2070
Texto publicado na revista "Crónicas de los Tiempos“, de Abril de 2002.

Ano 2070.

Acabo de completar 50 anos, mas a minha aparência é de alguém de 85. Tenho sérios problemas renais porque bebo pouca água. Creio que me resta pouco tempo. Hoje sou uma das pessoas mais idosas nesta sociedade.

Recordo quando tinha 5 anos. Tudo era muito diferente. Havia muitas árvores nos parques. As casas tinham bonitos jardins e eu podia desfrutar de um banho de chuveiro por aproximadamente uma hora. Agora usamos toalhas em azeite mineral para limpar a pele.

Antes, todas as mulheres mostravam as suas formosas cabeleiras. Agora, raspamos a cabeça para mantê-la limpa sem água.

Antes, meu pai lavava o carro com a água que saía de uma mangueira. Hoje os meninos não acreditam que utilizávamos a água dessa forma.

Recordo que havia muitos anúncios que diziam para CUIDAR DA ÁGUA, só que ninguém lhes dava atenção. Pensávamos que a água jamais poderia terminar. Agora, todos os rios, barragens, lagoas e mantos aqüíferos estão irreversivelmente contaminados ou esgotados. Imensos desertos constituem a paisagem que nos rodeia por todos os lados.

As infecções gastrointestinais, enfermidades da pele e das vias urinárias são as principais causas de morte.

A indústria está paralisada e o desemprego é dramático.

As fábricas dessalinizadoras são a principal fonte de emprego e pagam os empregados com água potável em vez de salário.

Os assaltos por um litro de água são comuns nas ruas desertas.

A comida é 80% sintética.

Antes, a quantidade de água indicada como ideal para se beber era oito copos por dia, por pessoa adulta. Hoje só posso beber meio copo.

A roupa é descartável, o que aumenta grandemente a quantidade de lixo.

Tivemos que voltar a usar as fossas sépticas como no século passado porque a rede de esgoto não funciona mais por falta de água.

A aparência da população é horrorosa: corpos desfalecidos, enrugados pela desidratação, cheios de chagas na pele pelos raios ultravioletas que já não têm a capa de ozônio que os filtrava na atmosfera.

Com o ressecamento da pele, uma jovem de 20 anos parece ter 40.

Os cientistas investigam, mas não há solução possível Não se pode fabricar água, o oxigênio também está degradado por falta de árvores, o que diminuiu o coeficiente intelectual das novas gerações.

Alterou-se a morfologia dos gametas de muitos indivíduos. Como conseqüência, há muitas crianças com insuficiências, mutações e deformações.

O governo até nos cobra pelo ar que respiramos: 137 m3 por dia por habitante adulto. Quem não pode pagar é retirado das "zonas ventiladas", que estão dotadas de gigantescos pulmões mecânicos que funcionam com energia solar. Não são de boa qualidade, mas se pode respirar.

A idade média é de 35 anos.

Em alguns países restam manchas de vegetação com o seu respectivo rio que é fortemente vigiado pelo exército.

A água tornou-se um tesouro muito cobiçado, mais do que o ouro ou os diamantes.

Aqui não há árvores porque quase nunca chove. E quando chega a ocorrer uma precipitação, é de chuva ácida.
As estações do ano foram severamente transformadas pelas provas atômicas e pela poluição das indústria do século XX.

Advertiam que era preciso cuidar do meio ambiente, mas ninguém fez caso.

Quando a minha filha me pede que lhe fale de quando era jovem, descrevo o quão bonito eram os bosques. Falo da chuva e das flores, do agradável que era tomar banho e poder pescar nos rios e barragens, beber toda a água que quisesse. O quanto nós éramos saudáveis!

Ela pergunta-me:

- Papai! Por que a água acabou?

Então, sinto um nó na garganta! Não posso deixar de me sentir culpado porque pertenço à geração que acabou de destruir o meio ambiente, sem prestar atenção a tantos avisos.

Agora, nossos filhos pagam um alto preço...

Sinceramente, creio que a vida na Terra já não será possível dentro de muito pouco tempo porque a destruição do meio ambiente chegou a um ponto irreversível.

Como gostaria de voltar atrás e fazer com que toda a humanidade compreendesse isto... enquanto ainda era possível
fazer algo para salvar o nosso planeta Terra!
Desejos ecológicos para 2008 e sempre!










Drops...
Quando a última árvore tiver caído,
quando o último rio tiver secado,
quando o último peixe for pescado,
eles vão entender que dinheiro não se come.

Absurdo ambiental, social e econômico
Hoje são necessários mais quatro planetas Terra para permitir que todas as pessoas do mundo todo consumam tanto quanto os norte-americanos e os europeus.

"Contaram-me que os peixes não se importam de serem pescados, pois têm o sangue frio e não sentem dor.
Mas não foi um peixe que me contou isso."
(Heywood Broun)

"Cada dia a natureza produz o suficiente para nossa carência. Se cada um tomasse o que lhe fosse necessário, não haveria pobreza no mundo e ninguém morreria de fome."
Mahatma Gandhi

"Eu temo pela minha espécie quando penso que Deus é justo."
Thomas Jefferson

   
É possível combater as mudanças climáticas, diz relatório do IPCC
(do Estadão, 04/05/07)

Documento recomenda redução do uso de combustíveis fósseis e promoção de energias renováveis para manter aumento de temperatura abaixo de 2ºC, ao custo de 3% do PIB mundial até 2030 - Associated Press

BANGCOC - Delegações internacionais aprovaram o primeiro plano mundial para conter as emissões de gases causadores do efeito estufa nesta sexta-feira, 4, apresentando um arsenal de medidas que precisa entrar em ação rapidamente, para evitar uma mudança climática desastrosa.

O relatório apresentado na Tailândia resume um estudo de mais de 1.000 páginas feito por uma rede de 2.000 cientistas, patrocinada pela ONU. O trabalho mostra que o mundo terá de fazer cortes significativos nas emissões de gases causadores do aquecimento global, melhorando a eficiência energética de automóveis e edifícios, trocando os combustíveis fósseis por fontes renováveis e reformando os setores agrícolas e de exploração florestal.

O documento deixa claro que o mundo tem a tecnologia e o dinheiro para agir de forma decisiva e a tempo de evitar a elevação drástica de temperaturas que poderá levar espécies à extinção, elevar o nível dos oceanos, causar caos econômico e gerar secas e enchentes.

No cenário que exigirá mais esforços para ser implementado, o relatório diz que o mundo deve estabilizar a quantidade de gases do efeito estufa na atmosfera em 445 partes por milhão até 2015, para manter a elevação da temperatura global abaixo de 2º C além dos níveis pré-industriais, com um impacto de redução do PIB mundial de menos de 3% até 2030 e menos de 5,5% até 2050.

Os autores do relatório dizem que a aprovação do texto deve acabar de vez com as críticas de que o combate ao aquecimento global será muito caro, sufocará o desenvolvimento econômico e que o aquecimento global já foi longe demais para que a humanidade possa fazer algo a respeito.

"Se continuarmos do jeito que estamos, estaremos em numa grande encrenca", disse o vice-presidente do grupo encarregado de finalizar o relatório, Ogunlade Davidson.


Kyoto
Os delegados saudaram o relatório como um importante avanço no combate ao aquecimento global, que lança as bases para um acordo internacional ainda mais potente que o Protocolo de Kyoto, lançado em 1997, e que expira em 2012. "Claramente, os sinais que o IPCC levanta terão um efeito direto e profundo na discussão que tem lugar e na direção rumo ao acordo" pós-Kyoto, declarou o presidente do grupo responsável pelo relatório, Rajendra Pachauri.

O chefe da delegação dos Estados Unidos, Harlan Watson, declarou-se satisfeito com o fato de o relatório "destacar a importância de um portfólio de tecnologias de energia limpa consistente com nossa abordagem" do problema. Mas James Connaughton, presidente do Conselho de Qualidade Ambiental da Casa Branca, disse que a possibilidade de se atingir a meta mais ambiciosa do relatório é preocupante. "Ela irá, é claro, causar uma recessão global. Então, trata-se de algo que provavelmente gostaríamos de evitar", disse ele. "Nossa meta é reduzir emissões e fazer a economia crescer".

Ao sair da reunião que definiu o relatório, delegados disseram que a ciência venceu a política - especialmente a oposição da China, que gostaria que o texto abrisse caminho para um acúmulo maior de gases do efeito estufa na atmosfera, antes que medidas fossem tomadas.

A China é o segundo maior emissor de gases do efeito estuda do mundo, atrás dos EUA, e vinha argumentando que cortes profundos nas emissões poderão sufocar sua economia. Mas o relatório final manteve a menção à meta de contenção dos gases do efeito estufa em 445 partes por milhão até 2015. O Relatório Stern, divulgado em 2006 pelo governo britânico, estima que a concentração atual esteja em 430.

Um dos co-autores chineses do relatório do IPCC, Zhou Dadi, negou que a China tenha feito "oposição" ao texto. "O governo chinês agiu de forma construtiva e contribuiu para fazer o relatório refletir a ciência", disse ele. "Não ameaçamos o relatório".

Os delegados lutaram com a questão de como dividir o fardo do corte de emissões, quanto as medidas de contenção deverão custar e qual o peso que deveria ser dado a soluções polêmicas, como energia nuclear e biocombustíveis.


Meta ambiciosa
Para muitos dos autores do trabalho, a mensagem mais forte do texto é a de que a meta mais ambiciosa do relatório pode ser atingida, até 2030, com um custo inferior a 3% do PIB mundial. O crescimento da economia global tem se mantido, em média, em 3% ao ano, desde 2000.

O Relatório Stern, por sua vez, havia advertido que o aquecimento global descontrolado poderá reduzir o PIB mundial entre 5% e 20%.

O texto divulgado em Bangcoc segue-se a dois estudos anteriores do IPCC, que haviam advertido que a emissão descontrolada de gases do efeito estufa poderia elevar as temperaturas globais em até 6º C até 2100, desencadeando elevação do nível dos mares, profundas transformações ecológicas, com a extinção de espécies, devastação econômica e crises humanitárias.

Mas nem mesmo a obtenção da meta mais ambiciosa traçada no relatório de Bangcoc poupará o mundo de sofrimento causado pela mudança climática. Uma elevação das temperaturas em 2º C ainda poderá submeter 2 bilhões de pessoas a escassez de água até 2050, e ameaçar de extinção até 30% das espécies do mundo.

Grupos ambientalistas dizem que o relatório mostra que o mundo pode pagar a conta de conter o aquecimento global. "Isto é um mapa que o IPCC está entregando", disse Hans Verolme, da WWF Internacional. "É hora de os políticos pararem de tratar o aquecimento global só da boca para fora e parar a mudança climática antes que seja tarde".
Ecologia (metáfora)
Um homem foi à floresta e pediu as arvores que estas lhe doassem um cabo para o seu machado.

O conselho das árvores concordou com o seu pedido, e deu a ele uma jovem árvore para este fim.

Logo que o homem colocou o novo cabo no machado, começou a usá-lo e em pouco tempo havia derrubado com seus potentes golpes as mais nobres e maiores árvores da floresta.

Um velho Carvalho, lamentando quando a destruição dos seus companheiros já estava bem adiantada, disse a um Cedro seu vizinho:

- O primeiro passo foi a perdição de todas nós.

Se tivéssemos respeitado os direitos daquela jovem árvore, poderíamos ainda ter preservado nossos próprios privilégios, e ficarmos de pé por muitos anos.
Estamos todos no inferno!

O que vocês vão ver, é uma transcrição de uma entrevista que o marginal “MARCOLA “ concedeu a um jornalista de “ O GLOBO “ onde uma análise estarrecedora dos “NOVOS TEMPOS”, se faz presente na vida de todos os brasileiros.

Pelo depoimento do marginal “MARCOLA” não há solução, pois NÃO conhecemos nem os problemas.

Gostaria de chamar à atenção de vocês, é que essa entrevista foi publicada em um dos maiores jornais desse país, e que “TODAS AS AUTORIDADES” tomaram conhecimento da “GRAVIDADE” do assunto.

E o que estamos vendo... Exatamente o que o marginal “MARCOLA” profetizou... e o mais estarrecedor, que NADA de concreto esteja sendo feito... veja a atitude IRRESPONSÁVEL do Governador de São Paulo, negando-se a receber ajuda do Governo Federal.

AGORA VEJAM A ENTREVISTA!

REPORTER PERGUNTA: VOCE É DO P.C.C ?

MARCOLA RESPONDE: Eu sou mais do que isso. Sou o sinal dos “NOVOS TEMPOS” . Eu era pobre e “invisível”. Vocês nunca me olharam durante décadas. Olha, antigamente era “MOLE” resolver o problema da miséria, o diagnostico era óbvio: “ migração rural, desnível de renda, favelas, ralas periferias etc.etc... E a solução nunca vinha. E o que fizeram ? ABSOLUTAMENTE N A D A! Agora te pergunto; O governo federal alguma vez alocou uma verba para nós ? Não, só aparecíamos nos desabamentos dos morros ou nas músicas românticas sobre a “BELEZA DOS MORROS AO AMANHECER”, essas coisas... Agora, estamos “RICOS” com a “MULTINACIONAL DO PÓ”. E vocês estão morrendo de medo.

...”NÓS SOMOS O INÍCIO TARDIO DE VOSSA CONSCIÊNCIA SOCIAL”.

Viu? Sou culto... Leio Dante na prisão...

O REPORTER CONTRA ARGUMENTA: MAS ... A SOLUÇÃO SERIA...

O MARCOLA contra ataca... Solução ?... Não há mais solução, cara... A própria idéia de solução já é um grande erro. Já olhou o tamanho das 560 favelas do Rio de Janeiro? Já andou de helicóptero por cima da periferia de São Paulo? SOLUÇÃO COMO ? Só viria com muitos bilhões de dólares gastos ORGANIZADAMENTE, com um GOVERNO DE ALTO NÍVEL, uma imensa vontade política,crescimento econômico, uma verdadeira revolução na educação, urbanização geral, etc.etc... E tudo isso teria que ser SOB A BATUTA quase de uma “TIRANIA ESCLARECIDA”, que pulasse por cima da paralisia burocrática secular, que PASSASSE POR CIMA DO LEGISLATIVO CUMPLICE ( ou você acha que os 287 SANGUESSUGAS vão agir? Se bobear, vão até roubar o P.C.C...) e do JUDICIÁRIO que impede punições. Teria de haver uma “REFORMA RADICAL” do processo penal do País... Teria de haver comunicação e inteligencia entre policiais municipais, estaduais e federais... ( veja bem, nós até fazemos “CONFERENCE CALLS” entre PRESÍDIOS...) E tudo isso custaria BILHÕES DE DÓLARES e implicaria numa mudança PSICOSSOCIAL profunda na estrutura política do país. Ou seja: É IMPOSSÍVEL ... NÃO HÁ SOLUÇÃO !

NOVAMENTE O REPORTER FAZ OUTRA PERGUNTA: VOCÊ NÃO TEM MEDO DE MORRER ?

E mais uma vez o “MARCOLA” nos surpreende: Vocês é que tem medo de morrer, EU NÃO . Aliás, aqui na cadeia vocês não podem entrar e me matar.. MAS EU POSSO MANDAR MATAR VOCÊS LÁ FORA... Nós somos HOMENS-BOMBAS. Na favela tem CEM MIL HOMENS-BOMBAS... Estamos no centro do insolúvel, mesmo!.. Vocês no bem e eu no mal e, no meio “A FRONTEIRA DA MORTE” a única fronteira. Sabe, já somos uma outra espécie, já somos outros bichos, diferentes de vocês. A morte para vocês é um drama cristão numa cama, no ataque do coração... A morte para nós é o presunto diário, desovado numa vala... Vocês intelectuais não falavam em luta de classe, em “SEJA MARGINAL, SEJA HEROI? Pois é: chegamos, somos nós! Há,há...

“VOCÊS NUNCA ESPERAVAM ESSES GUERREIROS DO PÓ, NÉ ?”

Eu sou inteligente. Eu leio, li 3000 livros e leio Dante... Mas MEUS SOLDADOS todos são estranhas anomalias do desenvolvimento torto desse país. Não há mais proletários, ou infelizes ou explorados. Há uma terceira coisa CRESCENDO AÍ FORA, CULTIVADO NA LAMA, se educando no absoluto ANALFABETISMO, se DIPLOMANDO NAS CADEIAS, como um “MONSTRO ALIEN” escondido nas brechas da cidade. Já surgiu uma nova linguagem. Vocês não ouvem as gravações feitas “COM AUTORIZAÇÃO DA JUSTICA”?. Pois é. È outra língua. Estamos diante de uma espécie de “ PÓS-MISÉRIA” . Isso. A “PÓS-MISÉRIA” gera uma NOVA CULTURA ASSASSINA, ajudada pela tecnologia, satélites, celulares, internet, armas modernas. È a merda com chips, com megabytes. Meus comandados são uma “MUTAÇÃO DA ESPÉCIE SOCIAL”, são “FUNGOS DE UM GRANDE ERRO SUJO” .

O REPORTER VOLTA A PERGUNTAR: O que mudou nas periferias?

MARCOLA RESPONDE: GRANA. A gente hoje tem. Você acha que quem tem U$ 400 MILHÕES de dólares como o BEIRA MAR não manda? Com 40 MILHÓES a prisão é UM HOTEL, UM ESCRITÓRIO... Qual a POLÍCIA que vai queimar essa MINA DE OURO, tá ligado? Nós somos uma “EMPRESA MODERNA”, RICA. Se funcionário “VACILA” , é despedido e jogado no “MICROONDAS” ... Há... há... Vocês são um “ESTADO QUEBRADO” , dominado por incompetentes. Nós temos métodos ágeis de gestão. Vocês são lentos e burocráticos.

“NÓS LUTAMOS EM TERRENO PRÓPRIO” Vocês, em terra estranha. NÓS NÃO TEMEMOS A MORTE. VOCÊS MORREM DE MEDO. NÓS SOMOS BEM ARMADOS. VOCÊS VÃO DE TRÊS-OITÃO. NÓS ESTAMOS SEMPRE NO ATAQUE. VOCÊS NA DEFESA. VOCÊS TEM MANIA DE HUMANISMO. NÓS SOMOS CRUÉIS, SEM PIEDADE. VOCÊS NOS TRANSFORMAM EM SUPERSTARS DO CRIME. NÓS FAZEMOS VOCÊS DE PALHAÇOS! Nós somos ajudados pela população das favelas,por medo ou por amor. Vocês são odiados. Vocês são regionais provincianos. Nossas armas e produtos vem de fora, somos globais. Nós não esquecemos vocês, são nossos freguêses. Vocês nos esquece assim que passa o surto da violência.

O REPORTER MEIO INCRÉDULO PELO QUE OUVE PERGUNTA: MAS O QUE DEVEMOS FAZER ?

Com aquele ar de SUPERIORIDADE veja a resposta irônica, que o MARCOLA dá: Vou dar um toque, mesmo contra mim. Peguem os “BARÕES DO PÓ” . Tem DEPUTADO, SENADOR, tem GENERAIS, tem até EX-PRESIDENTES do Paraguai nas paradas de cocaína e armas. Mas quem vai fazer isso? O Exercito ? Com que grana? Eles não tem dinheiro nem para o rancho dos recrutas...

O PAÍS ESTÁ QUEBRADO ! Sustentando um Estado morto a juros de 20% ao ano, e o LULA ainda aumenta os gastos públicos, “EMPREGANDO 40 MIL PICARETAS”. Você acha que o Exercito vai lutar contra o P.C.C. e o C.V.? Estou lendo o “KLAUSEWITZ”, “sobre a guerra”. Não há perspectiva de êxito... Nós somos formigas devoradoras, escondidas nas brechas... A gente já tem até “FOGUETES ANTITANQUES”... SE BOBEAR, VÃO ROLAR UNS “STINGERS” por aí... Para acabar com a gente só jogando “BOMBA ATÔMICA” NAS FAVELAS... Aliás, a gente acaba arranjando “ UMAZINHAS ” daquela bombas sujas mesmo... Já pensou? “IPANEMA RADIOATIVA?”

MAIS UMA VEZ O REPORTER INTERVÉM: Mas ... Não haveria outra solução ?

E o MARCOLA responde: Vocês só podem chegar a algum sucesso se desistirem de defender a “NORMALIDADE”. Não há mais normalidade alguma. Vocês precisam fazer uma “AUTOCRÍTICA DA PRÓPRIA INCOMPETÊNCIA”. Mas vou ser franco...Na BOA... Na MORAL.. Estamos todos no “CENTRO DO INSOLÚVEL” Só que com uma diferença muito grande, “NÓS VIVEMOS DELE”... e vocês... NÃO TEM SAÍDA. SÓ A MERDA ! E NÓS JÁ TRABALHAMOS DENTRO DELA. Olha aqui, mano, não há SOLUÇÃO. Sabem porque? PORQUE VOCÊS NÃO ENTENDEM A EXTENSÃO DO PROBLEMA. Como escreveu o divino Dante: “Lasciate ogna speranza voi che entrate!” OU SEJA PERCAM TODAS AS ESPERANÇAS Estamos todos no INFERNO!

E A PERGUNTA QUE NÃO QUER SE CALAR: E AGORA?

Gelo no Ártico pode desaparecer em menos de 50 anos, diz pesquisador

da Efe, em Madri

O catedrático de ecologia da Universidade do Alasca-Fairbanks (Estados Unidos), F. Stuart Chapin, advertiu nesta sexta-feira que em menos de 50 anos o gelo do Ártico pode desaparecer como conseqüência do aquecimento global, já que estão ocorrendo mudanças mais rapidamente do que se previa.

Chapin apresentou na Fundação BBVA de Madri os resultados de suas pesquisas sobre o aquecimento no Ártico e seus efeitos sobre o planeta, assim como a reação das espécies animais e vegetais ao aumento das temperaturas.

O pesquisador americano considerou que se vive um momento "crítico" para o futuro da biodiversidade e do planeta. As decisões que os diferentes países adotarem hoje determinarão as mudanças que ocorrerão em 50 anos, afirmou.

Na opinião de Chapin, os relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês) da ONU são "muito conservadores".

De acordo com as pesquisas realizadas pela equipe de Chapin, a neve derrete cada vez mais cedo no Ártico, o que acelera a mudança climática na região, que registrou nos últimos anos as temperaturas mais elevadas em 400 anos.

A neve no Ártico derreteu, em média, dois dias e meio mais cedo por década nos últimos 45 anos, segundo o pesquisador.

No Alasca, nesse mesmo período (de 1961 até agora), ocorreu um aquecimento do solo nos meses de verão de 2 graus Celsius, que originou também um aquecimento do ar, cuja temperatura se elevou em 2,7 graus Celsius, alcançando as médias mais altas nos últimos 75 anos.

Segundo Chapin, a maior duração da temporada sem neve permitiu a extensão rumo ao norte do Alasca da floresta boreal, que está progressivamente preenchendo regiões anteriormente ocupadas pela tundra.

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Especial

Heróis
“E agora vamos falar com os nossos heróis...”
Saudação (infeliz) usada por Pedro Bial ao se dirigir aos participantes do programa Big Brother Brasil: Se alguém se encontrar com ele, pergunte-lhe, por favor, qual a definição de “herói” no dicionário dele...
No meu, Herói é uma coisa muito diferente...
Herói é a Dra. Vanessa Remy-Piccolo, jovem pediatra francesa de 28 anos de idade.
Ela que abriu mão do seu conforto para servir na África, como voluntária do programa Médicos sem Fronteiras.
Ela que nos relata que cansou de atender crianças que com um ano de idade pesavam em torno de 3,6 kg, que corresponde ao peso de um recém-nascido.
Herói que relata que muitas mães chegam até ela dizendo que levaram os alimentos doados para casa, mas que seus filhos parecem que desaprenderam a se alimentar e se recusam a abrir a boca.

Herói é Martial Ledecq, cirurgião voluntário do Médicos sem Fronteiras, que, arriscando a própria vida, atende, em meio a bombardeios, os civis feridos num Hospital de Tebnine, sul do Líbano, vítimas de uma recente guerra que de tão nefasta não poupou nem os observadores da ONU, e nem mesmo as equipes de ajuda humanitária internacional.

Herói, meu caro Pedro Bial, é quem, nestes dias desleais em que vivemos, enxerga o sofrimento alheio, e se prontifica a amenizá-lo no que estiver ao seu alcance.

Herói são aqueles que abrem mão dos confortos pessoais em prol do coletivo, aqueles plenos de uma vida na qual a paixão sobrepuja a omissão...
Herói é aquele que é solidário, que partilha dons e bens...

Mas há também muitos heróis que falam a nossa língua...
E não são as “celebridades” instantâneas do BBB. Embora estejam pertinho da “casa mais vigiada do Brasil”.
Heróis como Jacinta, enfermeira do projeto Meio-fio, promovido pelo Médicos sem Fronteiras no Rio de Janeiro, que examina mãe e filho, moradores de rua.

Heróis como a médica Renata, que visita aqueles que nem aos precários serviços de saúde pública têm acesso, como este morador de rua, no Largo da Carioca, centro do Rio de Janeiro.

Heróis como o educador Altayr, que partilha seus conhecimentos com uma moradora de rua no centro do Rio de Janeiro.

Heróis como a psicóloga Andréa, que, a exemplo da pediatra francesa, semeia saúde e esperança, por onde passa.

Heróis como a enfermeira Eriedna, que aqui atende o Sr. Nilton no núcleo de atendimento do Médicos sem Fronteiras.
Heróis como Sr. Nilton, que com o apoio recebido conseguiu encontrar um trabalho, e hoje não mais mora nas ruas.

Heróis como Sr. João, um dos moradores de rua atendidos pelo projeto Meio-fio, que relata:
"De manhã eu começo a circular igual a um peru doido. Eu só paro na hora do almoço e depois, à noite, pra dormir. Mas catar latinha não é fácil não. Hoje em dia tem uma concorrência muito grande pelas ruas".

Será que o Sr. João resistiria à tentação de catar as latinhas e garrafas de bebida vazias, com as quais a produção do BBB tenta a todo custo embriagar os participantes do programa nas festas que promove?
Sr. João provavelmente juntaria as latas sim, escondidas num canto da casa, para quando a fama instantânea passar...

Quando um cara que já foi dos mais brilhantes repórteres do país, vibra e discute os namoricos, as intrigas e as futilidades do programa BBB como se fossem o assunto mais importante da atualidade, é sinal de que algo está lamentavelmente errado...
É preciso acreditar que um outro mundo é possível.
E pequenos gestos poderão produzir mudanças significativas.
Um ato simples, que certamente poderá resultar em benefícios concretos, será o de iniciar uma campanha de conscientização para que ninguém mais atenda aos apelos melodramáticos de Pedro Bial, e que, ao invés de efetuar ligações para o programa Big Brother, contribua para entidades que atuam em prol de causas sociais.
A cada paredão, com milhões de ligações para o programa, os centavos e centavos pagos formam rios de dinheiro, e engordam ainda mais as já milionárias fortunas dos donos, diretores e apresentadores televisivos...
Ao invés de ligar para o Big Brother Brasil, contribua com alguma instituição que realmente precisa de ajuda.
E não faltam entidades sérias que contam com o nosso apoio para prosseguir com suas nobres atividades
Listagem de algumas outras entidades e projetos
www.unicef.org/brazil/lista_projetos06.htm
História de uma tragédia

Fonte: O Eco
Por Manoel Francisco Brito

No dia 23 de dezembro de 2006, Elton Leme, um juiz carioca, e José Siqueira Filho, biólogo pernambucano, lançaram um livro que não fosse pelo aperto da data, tinha tudo para virar um presentão de natal. Chama-se Fragmentos da Mata Atlântica do Nordeste, biodiversidade, conservação e suas bromélias (Andrea Jacobson Editora, 419 páginas) e tem informações e imagens para encher os olhos e o cérebro do mais exigente cientista e ao mesmo tempo ensinar aos leigos, ou apenas iniciados no assunto, como o Brasil, em cinco séculos de história, produziu um desastre ambiental que, de quebra, condenou os nordestinos a conviverem com a seca.

O penúltimo capítulo dessa tragédia foi escrito não faz 40 anos pelo Pró-alcool e seus incentivos, que financiaram a substituição dos últimos remanescentes significativos de Mata Atlântica que restavam em Pernambuco e Alagoas pelas lavouras de cana. O último capítulo ainda não ganhou um ponto final. Mas, como mostra o livro, tem tudo para terminar muito mal. O destaque, evidente nos textos, nas imagens e no título, dado às bromélias é mais do que justificável. Para início de conversa, não fosse a paixão dos dois autores por elas, o trabalho não existiria. Ele é fruto de 10 anos de pesquisa sobre a ocorrência dessas plantas na região, que incluíram 237 expedições a remanescentes florestais da Mata Atlântica nordestina e muita discussão com especialistas no tema, alguns dos quais contribuíram em capítulos do livro.

Bromélias, pela riqueza de espécies na Mata Atlântica e sua capacidade de manter intensas relações com uma gama variada de espécies da flora e fauna, são consideradas fundamentais para a manutenção da diversidade biológica. Servem portanto, lembram os autores-organizadores, como bioindicadores para avaliar a saúde da mata. Por isso mesmo, são um espelho do grau assustador de devastação na região. Das espécies conhecidas que ainda povoam os remanescentes da Mata Atlântica do Nordeste, pouco mais de 66% estão ameaçadas de extinção regional. Quarenta e uma espécies endêmicas correm o risco de extinção global.

A estatística é triste e, infelizmente, longe de estar restrita somente às bromélias. Hoje, de uma massa florestal que se estendia, acompanhando o litoral, do sul da Bahia até o Rio Grande do Norte, não sobrou muito. Ao Norte do rio São Francisco, dos mais de 5 milhões de hectares que a Mata Atlântica cobria originalmente, menos de 6% ainda estão tomados por formações florestais, distribuídos por fragmentos às vezes pequenos demais para sobreviverem isoladas. Em Pernambuco, 48% de mato que ainda está de pé encontra-se em fragmentos menores do que 10 hectares. Essa situação, óbvio, tem um impacto negativo sobre a fauna.

O capítulo V do livro, assinado por Leme, Siqueira e por um dos mais importantes cientistas brasileiros vivo, Adelmar Coimbra Filho, dá bem a medida do empobrecimento faunístico da região. A mastofauna praticamente sumiu. E nos fragmentos, sobrevivem populações não raro desprezíveis, caso de símios como o Guariba, que resistem em Pernambuco em apenas dois grupos totalizando 13 indivíduos. Dos três grupos conhecidos em Alagoas, sobrou apenas um. A velocidade de desaparecimento dessa fauna é impressionante. Coimbra Filho passou por Alagoas em 1970, quando chegava por lá a fronteira do Pro-álcool. A presença de fragmentos grandes de floresta garantia uma densidade de fauna bastante razoável.

Ilustre desconhecida

Coimbra Filho aproveitou para avaliar rapidamente três aves, a macuca, o mutum-do-nordeste e o ferreiro. O mutum desapareceu. As outras duas espécies se encontram no limiar da extinção. A situação de decadência da fauna e da flora da região pode sugerir que a biodiversidade que ainda resta da Mata Atlântica nordestina ficou pobre. Ledo engano, como ensina o livro. Apesar de tudo, ela ainda é razoavelmente rica. Mas continua muito pouco estudada, a ponto de não parecer ser tão difícil encontrar novas espécies em meio às matas que sobraram. Em 2001, por exemplo, foi descrita uma nova espécie de jararaca encontrada na Reserva Ecológica do Murici, em Alagoas. Leme e Siqueira, em seus dez anos de andanças atrás de bromélias na região, catalogaram 22 novas espécies da planta.

Esse desconhecimento só aumenta a importância de um livro como o que foi produzido pela dupla. E não apenas porque identifica novas espécies de bromélia e faz um diagnóstico amplo sobre a situação do que sobra da Mata Atlântica nordestina, dando um mapa para a sua conservação. Ele também mostra como, ao longo da história, o país optou por seguir uma linha de desenvolvimento econômico da região que estabeleceu práticas que fatalmente levaram a uma exaustão dos recursos naturais nordestinos e condenaram a região à pobreza.

Clovis Cavalcanti, da Conservação Internacional, explica que a Zona da Mata carrega um nome que virou uma cruel ironia. Ele refletiu a opulência vegetal que um dia caracterizou a estreita faixa de mata que acompanhava a costa nordestina. Esse solo fértil foi saqueado desde o século XVI para dar lugar a plantações de cana a ferro e fogo, com base em ações marcadas pela ineficiência e o uso intensivo de lenha como fonte de energia. E o mais grave é que parece que ainda não aprendemos a lição. Até os dias de hoje, continuamos a destruir o pouco que sobrou da Mata Atlântica no Nordeste utilizando os mesmos métodos de pressão sobre a natureza que eram empregados à época do Brasil colônia.

As queimadas seguem sendo usadas para limpar os campos de cana e a caça e extração irregular da madeira pressionam os remanescentes florestais. Mesmo os fragmentos que são deixados em paz, por falta de uma política de conservação consistente, sofrem com o efeito de borda, onda a mudança do contexto natural no perímetro acaba provocando um desequilíbrio cujo resultado é o empobrecimento da flora. Sua consequência mais grave do ponto de vista histórico, foi a criação do semi-árido nordestino. O desmatamento selvagem faz com que hoje predominem no Nordeste regimes fluviais que de perenes passaram a intermitentes ou torrenciais.

Os rios que fluíam pela Caatinga, permanentes há poucos séculos, secaram por conta do corte indiscriminado de árvores em suas nascentes nas serras. E não adianta apenas, como quer o governo, transpor as águas do São Francisco para resolver esse problema. Vários rios de sua bacia estão em situação semelhante aos que um dia corriam pela Caatinga e se não houver um plano de longo prazo de recuperação florestal, ela corre o grave risco de virar uma bacia , como a do Jaguaribe, no Ceará, que no passado, graças a presença significativa de mata, irrigava uma área que hoje ficou seca.

Leonardo Boff
“O que constatamos é que o ser humano e a sociedade não podem viver sem uma utopia (1 e 2). Quer dizer, não podem deixar de projetar seus melhores sonhos, nem desistir de buscá-los, dia após dia.”
“Se não houvesse utopias, imperariam os interesses menores. Todos chafurdariam no pântano de uma história sem esperança, porque sempre dominada pelos mais fortes”.

do livro“Saber Cuidar: ética do humano
- compaixão pela terra” - 1999

UTOPIA:
1 qualquer descrição imaginativa de uma sociedade ideal, fundamentada em leis justas e em instituições político-econômicas verdadeiramente comprometidas com o bem-estar da coletividade

2 Rubrica: filosofia, política, sociologia.
em sociólogos como Karl Mannheim (1893-1947) ou filósofos como Ernst Bloch (1885-1977), projeto alternativo de organização social capaz de indicar potencialidades realizáveis e concretas em uma determinada ordem política constituída, contribuindo desta maneira para sua transformação
Lixo do projeto pomar vira fertilizante
(do Jornal da Tarde, 07/10/07)

Restos de grama, galhos de árvores e outros materiais orgânicos são processados e voltam aos jardins na forma de adubo; por mês, são produzidas cinco toneladas

Marcela Spinosa, marcela.spinosa@grupoestado.com.br

Todo o lixo produzido no Projeto Pomar é reaproveitado. Mas, não são resíduos comuns, como restos de comida e embalagens de produtos de limpeza. E, sim, aquilo que sobrou da grama que foi cortada, da árvore que foi podada e das plantas daninhas, mortas ou doentes, que foram retiradas das margens dos 22 quilômetros do programa que é uma iniciativa do Jornal da Tarde . Tudo o que é removido na manutenção dos jardins é reciclado, ou seja, transformado em adubo, por meio de um processo chamado compostagem, e, posteriormente, usado no solo como fertilizante.

A compostagem consiste na fermentação do lixo orgânico. O que determina a decomposição dos resíduos é a umidade e a temperatura. 'A umidade dará condições para formar os fungos e as bactérias decompositores dos materiais e a temperatura mata o que causa dano às plantas', explica o biólogo e responsável pelo Projeto Pomar, Alexandre Soares. Durante a fermentação, a temperatura no interior do composto pode atingir 80 graus. 'As sementes das plantas daninhas, as bactérias, vírus e agentes patogênicos para as plantas são cozidos. Quando a temperatura começa a diminuir é um sinal de que o composto está chegando ao processo de maturação final.'

A receita para o preparo do adubo é simples: uma camada de folhas secas, outra de folhas verdes, um pouco de galhos de árvores triturados, esterco de cavalo e serragem por cima. O processo é repetido, com os mesmos ingredientes, até que se forme quatro ou cinco camadas. Uma semana depois, o material é revirado e umedecido. Esse procedimento é repetido a cada 15 dias e, depois de um período que varia entre 90 e 120 dias, o composto está pronto e retorna ao solo na forma de fertilizante.

Soares conta que o adubo é importante para fornecer os nutrientes que as plantas precisam e fundamental para a saúde do solo. 'O composto enriquece e promove o retorno da fauna e bio vida do solo. Uma planta bem adubada é difícil de ser atacada por doenças e elas crescem bonitas e saudáveis.' Se for necessário, depois de 120 dias, é produzido no Pomar o húmus de minhoca para potencializar o adubo. ' O que não foi decomposto pelos fungos e bactérias, o será pelas minhocas. Em suas fezes são expelidas as moléculas que serão as fontes de nutrientes das plantas e do solo', explica.

A reciclagem dos restos orgânicos foi empregada no Pomar em 2001. Antes, o lixo era ensacado e levado a um aterro sanitário pela Prefeitura. 'A gente contribuía para aumentar a quantidade de lixo que é descartado na Cidade, além de termos de comprar 5 toneladas mensais de composto orgânico', lembra Soares. Com o que é retirado na manutenção dos jardins, quantidade que lota por semana a caçamba de um caminhão, o Pomar consegue produzir naturalmente a mesma quantidade de adubo. 'Além de reciclar o material que sai do jardim geramos emprego porque precisamos de mão-de-obra pra revirar os montes da compostagem.'
Lula defende acordo com prefeitos e governadores para reduzir desmatamento
02/01/2008 - 09h21min

Por Marcela Rebelo*


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que governadores e prefeitos se comprometam a reduzir o desmatamento no país. Lula afirmou hoje (31), em seu programa de rádio Café com o Presidente, que a preocupação dos brasileiros com o meio ambiente vem aumentando. No entanto, na avaliação de Lula, é preciso adotar medidas mais rígidas.


"Cada vez mais o povo está tomando consciência de que nós precisamos cuidar do mundo que nós vivemos. O Brasil, nos últimos três anos, está conseguindo diminuir o desmatamento em 60%, o que é uma coisa extraordinária. E nós precisamos ser mais duros", disse.


"Eu já pedi para a ministra Marina [Silva] mapear quais são as cidades que têm mais desmatamento para a gente convocar os prefeitos aqui, convocar os governadores e fazer um acordo, eu diria um compromisso, de que nós temos a obrigação de evitar o desmatamento", completou.


O presidente reiterou que o governo brasileiro está cuidando da questão ambiental nos fóruns internacionais. "O ministro Celso Amorim, a ministra Marina [Silva] foram a Bali, na Indonésia, em que nós apresentamos uma proposta, reiteramos a proposta de Nairobi, que nós tínhamos apresentado. Ou seja, os países ricos, que são os que mais poluem o planeta, precisam assumir a responsabilidade de pagar pela preservação que os países mais pobres estão fazendo."


Lula ressaltou ainda que o país vem se destacando na área de biocombustível. "Além de a gente estar diminuindo o desmatamento, o Brasil hoje é o país que tem maior conhecimento tecnológico na área de biocombustíveis, seja o etanol ou seja o biodiesel."


O presidente lembrou também que, a partir de amanhã (1º), os postos de abastecimento de combustíveis serão obrigados a vender óleo diesel adicionado com 2% do biodiesel (B2). "É importante lembrar que a partir do dia 1º todo óleo diesel brasileiro terá 2% de biodiesel", afirmou Lula.

Madre Tereza de Calcutá
"Eu nunca olho para as massas como sendo de minha responsabilidade. Olho para o indivíduo.
Eu só posso amar uma pessoa de cada vez. Somente uma, só uma... Assim você começa - eu começo.
Eu curei uma pessoa - talvez se eu não tivesse curado essa única pessoa, eu não teria curado 42 mil.
Todo esse trabalho não passa de uma gota no oceano. Mas, se eu não tivesse colocado essa gota, o oceano estaria com uma gota a menos. A mesma coisa acontece com você, com a sua família, com a comunidade onde você vive.
Basta começar... uma, mais uma e mais uma."
Maravilhoso discurso de Guaicaípuro Cuatemoc, cacique de uma nação indígena da América Central.
27 de Novembro de 2006

Índio surpreende chefes na reunião de cúpula (Jornal do Comércio - Recife/PE - 21/05/2002)

A conferência dos chefes de estado da União Européia, Mercosul e Caribe, encerrada no fim de semana passado, em Madri, viveu dois momentos surpreendentes. O primeiro por causa da desatenção dos presidentes do México, Vicent Fox, e do Brasil, Fernando Henrique Cardoso. No intervalo de uma sessão os dois conversaram com franqueza e desancaram os EUA que, segundo FHC “fala muito e faz pouco”. Não sabiam que os microfones de uma estação de TV estavam ligados, e assim, apanhados no contra-pé, admitiram a gafe.

Mas surpresa mesmo tiveram os chefes de Estado europeus, que ouviram perplexos e calados um discurso irônico, cáustico e de exatidão histórica que lhes fez Guaicaípuro Cuatemoc, cacique de uma nação indígena da América Central. Eis o discurso:

“Aqui estou eu, descendente dos que povoaram a América há 40 mil anos, para encontrar os que a encontraram só há 500 anos. O irmão europeu da aduana me pediu um papel escrito, um visto, para poder descobrir os que me descobriram. O irmão financista europeu me pede o pagamento, com juros, de uma dívida contraída por um Judas, a quem nunca autorizei que me vendesse.
Outro irmão europeu me explica que toda divida se paga com juros, mesmo que para isso sejam vendidos seres humanos e países inteiros sem pedir-lhes consentimento.
Eu também posso reclamar pagamento e juros. Consta no Arquivo das Índias que somente entre os anos 1503 e 1660 chegaram a São Lucas de Barrameda 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de quilos de prata provenientes da América. Terá sido isso um saque? Não acredito porque seria pensar que os irmãos cristãos faltaram ao Sétimo Mandamento! Teria sido espoliação?
Guarda-me Tanatzin de me convencer que os europeus, como Caim, matam e negam o sangue do irmão. Teria sido genocídio? Isso seria dar crédito aos caluniadores, como Bartolomeu de Las Casas ou Arturo Uslar Pietri, que afirma que a arrancada do capitalismo e a atual civilização européia se devem à inundação de metais preciosos retirados das Américas!
Não, esses 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata foram o primeiro de outros empréstimo amigáveis da América destinados ao desenvolvimento da Europa. O contrário disso seria presumir a existência de crimes de guerra, o que daria direito a exigir não apenas a devolução, mas indenização por perdas e danos.
Prefiro pensar na hipótese menos ofensiva. Tão fabulosa exportação de capitais não foi mais do que o início de um plano “MARSHALLTESUMA”, para garantir a reconstrução da Europa arruinada por suas deploráveis guerras contra os muçulmanos, criadores da álgebra, da poligamia, do banho diário e outras conquistas da civilização.
Para celebrar o quinto centenário desse empréstimo, poderemos perguntar: Os irmãos europeus fizeram uso racional, responsável ou pelo menos produtivo desses fundos? Não. No aspecto estratégico, dilapidaram nas batalhas de Lepanto, em navios invencíveis,em terceiros reichs e outras formas de extermínio mútuo, sem um outro destino a não ser terminar ocupados pelas tropas estrangeira da OTAN, como no Panamá, mas sem Canal. No aspecto financeiro foram incapazes, depois de uma moratória de 500 anos, tanto de amortizar o capital e seus juros, quanto independerem das rendas liquidas, as matérias primas e a energia barata que lhes exporta e prove todo o Terceiro Mundo. Este quadro corrobora a afirmação de Milton Friedman, segundo a qual uma economia subsidiada jamais pode funcionar, e nos obriga a reclamar-lhes, para o seu próprio bem, o pagamento do capital e dos juros que, tão generosa temos demorado todos estes séculos em cobrar.
Ao dizer isto, esclarecemos que não nos rebaixaremos a cobrar de nossos irmão europeus, as mesmas vis e sanguinárias taxas de 20% e até 30% de juros que os irmãos europeus cobram aos povos do Terceiro Mundo. Nos limitaremos a exigir a devolução dos metais preciosos, acrescida de um módico juro fixo de 10%, acumulado apenas durante os últimos 300 anos, com 200 anos de graça.
Sobre esta base, e aplicando a fórmula européia de juros compostos, informamos aos descobridores que eles nos devem 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata, ambas as cifras elevadas potência de 300, isso quer dizer um número para cuja expressão total seriam precisos mais de 300 cifras, e, que supera amplamente o peso total do planeta Terra.”
Muito peso em ouro e prata…quanto pesariam calculadas em sangue?
Admitir que a Europa, em meio milênio, não conseguiu gerar riquezas suficientes para pagar esses módicos juros. seria como admitir seu absoluto fracasso financeiro e a demência irracionalidade dos conceitos capitalistas.
Tais questões metafísicas, desde já, não nos inquietam, índios americanos.
Porem exigimos a assinatura de uma carta de intenções que discipline aos povos devedores do Velho Continentes e que os obrigue a cumpri-la, sob pena de uma privatização ou conversão da Europa, de forma que lhes permita entregar duas terras, como primeira prestação da divida histórica… “.
Quando terminou seu discurso diante dos Chefes de Estado da Comunidade Européia, o Cacique Guaicaípuro Cuatemoc, nem sabia que estava expondo uma tese de Direito Internacional para determinar a Verdadeira Divida Externa.
Agora só resta que algum Governo Latino Americano tenha a dignidade suficiente para impor seus direitos perante os Tribunais Internacionais.
Os europeus ali reunidos devem ter percebido que nesse tempo de globalização e tecnologia, índio já não quer mais apito, quer que lhe paguem o devido, com juros.

texto disponível no site: http://www.farolbrasil.com.br/recortes/indio_surpreende.htm
atribuído ao (Jornal do Commércio - Recife/PE - 21/05/2002) Por Fernando Menezes;

Panoramas
AMBIENTAL
- 160 bilhões de toneladas de Água por ano, são retiradas da China, Índia, Norte da África, Arábia Saudita e E.UA. ...e não são repostas.
- 60 nações estão em conflito por causa da água,
- 35 destas nações estão em conflito armado. Em guerra.

SOCIAL & ECONÔMICO
- 20% da população detêm 86% da renda
- Desde 1998, 86% do acréscimo da renda vem sendo apropriado pelos mesmos 20%
- Os ativos das 3 pessoas mais ricas do mundo é igual aos ativos das 600 milhões de pessoas mais pobres (PIB)
- Existem hoje 175 milhões de desempregados no mundo
- E 900 milhões estão em sub-empregos
- No mundo morrem de fome 19 mil pessoas por dia.

Triste mundo esse nosso em que conseguimos dar pelo menos 1 e-mail gratuito para cada humano e humana do Planeta, mas ainda não conseguimos dar 1 prato de comida para cada humano e humana do Planeta (Mário Sérgio Cortella).
Plástico
16 de setembro de 2007
por Rachel Oliver
para CNN
HONG KONG, China (CNN) -- O plástico, que já foi saudado como uma maravilha do mundo moderno, tem enfrentado análise crescente sobre seu impacto no ambiente.
Um dos materiais mais úteis, duráveis e abundantes conhecido pelo homem, ele permeia cada esfera da vida humana. Protege e armazena nossa comida.; escovamos nossos dentes com ele; podemos encontrá-lo em nossos refrigeradores, carros, computadores e celulares; podemos agradecer a ele pelas cortinas do chuveiro, ou encanamento e pelo chão onde pisamos.
Em resumo, está em todo lugar, sustentando nossa forma de vida em tal extensão que não conseguimos imaginar a vida sem ele.
Consumimos agora cerca de 100 milhões de toneladas de plástico por ano, comparados a cinco milhões de toneladas nos anos 50s quando as donas de casa americanas estavam apenas descobrindo as maravilhas do Tupperware. Para colocar em perspectiva, uma tonelada de plástico representa cerca de 20 mil garrafas de água de 2 litros, ou 120 mil sacolas de supermercado, de acordo com o site britânico Waste Online.
As estimativas de quantas sacolas de plástico são usadas anualmente varia incrivelmente, de 400 bilhões a algo até um trilhão. Mesmo tomando a estimativa mais conservadores de 500 bilhões, isso se traduz por cima em cerca de 1 milhão por minuto, de acordo com a Reusablebags.com. Com relação às garrafas plásticas, o Instituto Earth Policy estima que em 2004 o consumo global de água engarrafada sozinho foi de 154 bilhões de litros.
De acordo com a Fast Company, em qualquer semana escolhida ao acaso nos Estados Unidos, 1 bilhão de garrafas de água está sendo movimentadas pelo país, com os americanos consumindo 50 bilhões de garrafas a cada ano. Dessas, assustadores 38 bilhões estão sendo enviadas para aterros sanitários, embora diariamente 60 milhões sejam simplesmente jogadas fora.
Número crescente de críticas
Esses números somente deram combustível ao movimento anti-plástico, particularmente porque os ambientalistas alegam que podemos facilmente viver sem ele (debates recentes sobre garrafas d'água trouxeram à luz o fato de que 40 por cento da água engarrafada nos EUA começa como simples água de torneira, de acordo com o Earth-Policy.org).
Não Perca
De acordo com o Greenpeace, estima-se que mais de um milhão de pássaros e 100.00 mamíferos marinhos ore pereçam a cada ano ou por comerem ou por ficarem presos em dejetos de plástico.
E então há a questão da saúde humana. Um número crescente de relatórios está agora acusando o Bis fenol A (BPA), um produto químico usado na produção de recipientes de plástico, material de microondas e recipientes de comida. Um estudo recente publicado no jornal 'Reproductive Toxicology' (Toxicologia reprodutiva) encontrou agora uma ligação entre o BPA e desordens reprodutivas nas mulheres tal como endometriose, cistos nos ovários, fibróides e câncer.
E também alguns estudos sobre Polietileno Tereftalato, ou PET, que está nas garrafas de água, sacolas plásticas e embalagens de comida, descobriram que depois do uso repetido ele pode liberar um componente --di(2-etillhexil) ftalato – que se suspeita causar câncer em humanos.
Indústrias enfatizam os benefícios dos plásticos
A indústria de plásticos, no entanto, enfatiza os benefícios do produto.
De acordo com o PlasticsResource.com, um site educacional mantido pelo Conselho Americano de Química, as pessoas têm se beneficiado do plástico. Usar plástico reciclado como substituto para , digamos, madeira, pode ter um impacto positivo no meio ambiente, como menos árvores sendo cortadas para fazer produtos tais como moveis de jardim, podem ser mais bem servidos pelos plásticos, mais duráveis e de manutenção mais barata.
A organização também destaca que ao substituir plástico por diferentes tipos de materiais poderíamos de fato estar criando mais problemas ambientais para nós. Por exemplo, se gasta 30 por cento a menos de energia para fazer embalagens de espuma de poliestireno do que embalagens de papelão.
Sem os plásticos, diz o grupo, 400 por cento extra de material por peso e 200 por cento por volume seriam necessários para atender ás necessidades existentes de embalagens.
Também aponta que as necessidades de transporte aumentariam substancialmente se as sacolas de plástico fossem substituídas por sacolas de papel nos supermercados: para cada sete caminhões necessários para entregar sacolas de papel nas lojas, apenas um caminhão é necessário apenas para carregar o mesmo número de sacolas de plástico' diz o site.
As nações consideram políticas sobre o plástico
Cerca de 90 por cento das garrafas de plástico termina suas vidas em aterros, de acordo com Treehugger.com. Mesmo lixo biodegradável pode ser potencialmente perigoso em um ambiente de aterro. Muitos ambientalistas se preocupam com uma das qualidades do plástico - sua durabilidade. Ninguém realmente sabe quanto tempo leva para desaparecer, porque o plástico simplesmente não esteve por aí tempo suficiente. A incerteza é tamanha que os ambientalistas estimam que possa ser qualquer coisa entre quinhentos a mil anos.
Incinerar o plástico não parece ser uma opção para eliminar os resíduos de plástico, também. Em termos de emissão de gases de efeito estufa, queimar plástico equivale a queimar combustíveis fosseis, Friends of the Earth (FOE) diz. A FOE realmente recomenda que os aterros como a melhor formas de conter os dejetos de plástico, visto que pelo menos eles mantêm o carbono contido no solo, eles dizem, em vez de liberá-lo na atmosfera. E embora reciclar pareça ser a opção segura automática, os críticos reclamam que reciclar é muito trabalhoso, gasta energia excessiva e é caro.
Por isso, programas de reciclagem de plástico tiveram graus variados de sucesso ao redor do mundo: na Suécia, a taxa de reciclagem de garrafas PET em 2004 foi de 80 por cento em comparação com os EUA, que foi de 15 por cento. De acordo com o Instituto Container Recycling , as taxas de reciclagem de plástico nos EUA estão em declínio nos últimos dez anos (pode ter a ver com o fato de que o lixo está cada vez mais sendo embarcado para lugares como a China, que agora se orgulha de ter a maior fábrica de reciclagem de plástico do mundo em Pequim). E de acordo com Reusablebags.com, somente um por cento de todas as sacolas de plástico é reciclado.
A conclusão a que mais pessoas parecem estar chegando como a melhor escolha para o futuro do plástico é uma de duas opções: reuso ou para a produção na fonte. O projeto realizado pelo Instituto de Pesquisas Kerala Highway na Índia, onde dejetos de plástico triturado foram misturados com betume para recapear estradas, é certamente um bom exemplo do que foi citado, particularmente visto que os proponentes do esquema afirma que a estrada é mais forte e mais durável do que as estradas que não têm plástico, embora isso ainda tenha que ser confirmado.
Como a última opção, mais e mais países estão tomando medidas para banir as sacolas plástica,s tais como a Austrália, Bangladesh, Irlanda, África do Sul e Taiwan bem como partes da Índia. Mas tais iniciativas têm tido progresso lento, com alguns governos hesitando em forçar os maiores abastecedores de sacolas plásticas- supermercados - a pararem de vendê-las, preferindo encorajar programas voluntários.
Talvez a estratégia mais bem sucedida até o momento tenha sido a da 'PlasTax' (algo como Imposto do Plástico) na Irlanda, onde os consumidores são cobrados por cada sacola que usam. Lançada em 2002, resulta até o momento em uma redução de 90 por cento no uso de sacolas plásticas.
(Fontes: Container Recycling Institute, Reusablebags.com, PlasticsResource.com, American Chemistry Council, Treehugger.com, Planetark.com, Greenpeace, Christian Science Monitor, Fast Company, Friends of the Earth, New Scientist, Earth Policy, Waste Online)
http://edition.cnn.com/2007/TECH/09/07/allabout.plastic/index.html#cnnSTCText


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Postado por Nan no Ambiente Inteiro em 4/26/2008 05:14:00 AM
Terra caminha para a UTI
Não há mais como negar. Está comprovado por meio de relatório da ONU (Organização das Nações Unidas) que foi sim o homem que fez o planeta Terra adoecer.
E mesmo se hoje o mundo, diagnosticado, resolver diminuir os estragos que nossa presença por aqui provoca (o que é pouco provável) e decidir promover mudança radical nas estruturas econômicas, a Terra, ainda assim, terá sua febre aumentada em 1,1°C neste século. Ruim? Mas ainda sustentável. Agora, se nada for feito, o mundo que se prepare para uma nova classe de refugiados: os climáticos. Um aquecimento de até 6°C estaria previsto. Para se ter uma idéia, na Era do Gelo, a Terra era somente 5°C mais fria, o que colocou um fim na Era dos Dinossauros. Se os “dinos” não agüentaram o choque, quem dirá os humanos. Humanos?
O mais provável, segundo cientistas do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, é que a Terra seja aquecida em 3°C, o que vai provocar fenômenos como degelo, furacões, secas e tormentas. O nível do mar , segundo o relatório, pode aumentar de 18 a 59 centímetros, fazendo desaparecer cidades localizadas abaixo do nível do mar.
No Brasil, o maior impacto seria no Nordeste, que poderia se tornar um semideserto. A Amazônia sofreria por falta de chuvas, afetando toda a floresta, perdendo biodiversidade. Na mão contrária, a intensidade das chuvas impactaria o Sul e o Sudeste. Para a ONU, o mundo todo tem de fazer o impossível para estagnar a intensidade da febre, para que o aumento de temperatura não passe de 2°C. O alerta foi dado.

Sonia Racy é colunista de O Estado de São Paulo e da Rádio Eldorado. sonia.racy@grupoestado.com.br
Transposição do Rio S. Francisco: Possibilidades Técnicas x Vontade Política
JOÃO SUASSUNA
Pesquisador da FUNDAJ

Bacia do Rio São Francisco, que nasce na Serra da Canastra (MG) e deságua no Atlântico, entre os Estados de Alagoas e Sergipe.

A SUDENE, nos seus 35 anos de existência, acumulou um acervo de informações técnicas sobre o Nordeste que reputamos como invejável. Como temos informações praticamente sobre tudo da região, chegamos ao ponto de acreditar que, para a solução de seus problemas, é necessário apenas vontade política e nada mais, uma vez que as informações já estão facilmente ao alcance das pessoas.


Esta assertiva nos parece até certo ponto verdadeira, mas é importante que se alerte aos políticos que esta vontade tem que necessariamente estar atrelada à informações técnicas confiáveis para que tragam os resultados desejados.

Recentemente, o nosso Presidente veio ao Nordeste trazer recursos para um programa que chamou "Compromisso pela vida do Rio São Francisco" (matéria publicada nos principais jornais de Recife do dia 6 de junho de 1995). O Presidente, junto a sua comitiva, foi à nascente do Rio, tomou um pouco de água e transmitiu sua mensagem de apoio à transposição de suas águas dizendo que "O Rio é generoso e não há de secar porque os estados nordestinos pegam um pouquinho aqui e ali".

Temos em nosso poder alguns documentos que atestam tecnicamente a inviabilidade da transposição. Um deles foi elaborado pela Gerência da Divisão de Planejamento da Geração Elétrica, da Companhia de Eletricidade da Bahia-COELBA. Nele, há uma perspectiva de redução significativa da oferta de energia elétrica nas Regiões Norte e Nordeste do Brasil, caso se concretize a transposição. Segundo o documento, na primeira etapa do projeto, a retirada de uma vazão de 50 m3/s do leito do São Francisco e o bombeamento desse volume d'água, vencendo um desnível de 160 m (correspondente a diferença de nível entre a beira do rio, na cidade de Cabrobó (PE) e o ápice da Chapada do Araripe em Jatí-CE), até chegar aos rios a serem perenizados, provocarão uma redução na geração de energia nas usinas da CHESF a jusante de Sobradinho (Itaparica, Moxotó, Complexo Paulo Afonso e Xingó), da ordem de 218 Mw.ano (126 Mw.ano que vão deixar de ser produzidos devido a redução da vazão do rio e 92 Mw.ano que vão ser gastos no bombeamento da água).

Na segunda etapa do projeto, o montante da água a ser retirado passa de 50 para 260 m3/s. Nesta situação a redução de geração nas usinas da CHESF a jusante de Sobradinho passa para 655 Mw.ano e a energia necessária para bombear a água chega a 478 Mw.ano, totalizando uma redução na oferta de energia de 1133 Mw.ano. Este valor, segundo o documento, supera em 23% a previsão do requisito da COELBA para o ano de 1995, que é de 920 Mw.ano.

Para efeito comparativo, exemplifica o documento, os requisitos de energia previstos pelas empresas CEPISA (PI), SAELPA (PB), CEAL (AL) e ENERGIPE (SE) para o corrente ano (1995) atingem, respectivamente, 146, 199, 188 e 185 Mw.ano, portanto inferiores ao impacto verificado na primeira etapa do projeto, de 218 Mw.ano.

Com a recente entrada em operação da Usina de Xingó, o balanço de energia do sistema interligado N/NE, sem considerar a transposição, é positivo até o ano de 2001. Com o projeto de transposição, esse balanço já se trona negativo em 1998, indicando a necessidade imediata de antecipação das obras de geração de energia, com a construção das usinas SACO, ITAPEBI e TUCURUÍ I I, que têm o custo orçado em US$ 2.747,5 milhões.

Outro documento a que fazemos referência é a carta n. 12 do Instituto Miguel Calmon-IMCI, tornada pública em maio de 1983, a qual faz um alerta sobre a possibilidade de faltar água no rio São Francisco, caso o governo implemente o projeto de transposição de suas águas. Segundo este documento, uma vez regularizada a vazão do rio em 3170 m3/s, o potencial de aproveitamento hidrelétrico, que pode ser utilizado para irrigação, é de apenas 30% deste volume, ou seja, 1060 m3/s suficientes para irrigar um milhão de ha no semi-árido. Os projetos de irrigação, em diversos estágios de execução implantados em suas margens, já àquela época, somavam uma área de aproximadamente 738.981 ha e comprometiam 74% do potencial de irrigação do velho Chico existindo, além do mais, uma área potencial adicional de cerca de 517.000 ha com possibilidades técnicas de irrigação. Acrescentando os cerca de 739 mil ha, aos 517 mil ha com áreas potenciais, tem-se uma oferta equacionada de 1.255.981 ha de área irrigável, nos limites do razoável para garantir a segurança na seleção das melhores áreas a serem irrigadas no Nordeste. É o limite do volume d'água do Rio. Mas neste contexto de abundância de ótimas áreas com potencial de irrigação, prossegue o documento, pensar em conduzir suas águas através de extensos e quilométricos canais (fala-se em 200 km até o Ceará) é, para ser delicado, uma grande estultice. Com as características de irrigação e o potencial do Vale do São Francisco, qualquer solução que reduza este potencial ignora o nível de conhecimentos e de estudos já havidos nesta direção.

O último documento a que fazemos referência diz respeito à posição do Comitê Executivo de Estudos Integrados da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco-CEEIVASF, reunido em Salvador em maio de 1994, e foi elaborado com a participação de integrantes de diversas instituições regionais afetas ao assunto. Neste documento, entre outras considerações, os participantes entenderam que, diante dos números apresentados pelo projeto de transposição, a retirada de 280 m3/s a jusante de Sobradinho, continuamente, implicaria na redução de 2,6 Mw médios por metro cúbico por segundo e que a energia necessária para recalcar cada metro cúbico a 160 m de altura, seria de 1,6 Mw. O comprometimento total seria de 1176 Mw, o que é maior que a geração de Sobradinho (1050 Mw), maior que toda a energia comercializada pela COELBA ou ainda superior à energia requerida em 1995 pelos Estados de Sergipe, Alagoas, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, juntos. Prossegue o documento afirmando que o custo da energia necessária para conduzir a vazão contínua de 280 m3/s seria, de US$ 130 milhões, por ano, (a custo da tarifa de maio de 1994), importância suficiente para colocar 13.000 ha em operação por irrigação pública na bacia do São Francisco anualmente.

Somado a estes problemas, não se pode deixar de considerar o intenso potencial evaporimétrico da região, que pode chegar a 2000 mm anuais, devido a grande quantidade de radiação solar existente (considerações nossas). Este fenômeno irá ter conseqüências diretas na evaporação exacerbada da água nas centenas de quilômetros de canais a céu aberto existentes no projeto, refletindo, igualmente, no agravamento dos problemas de geração e bombeamento da água.

Estas informações deveriam chegar ao Presidente constantemente, para subsidiá-lo na tomada de suas decisões. Da forma como o assunto foi tratado em sua visita aqui no Nordeste, certamente elas não lhe estão chegando. Ficamos até com um pouco de curiosidade em saber o que é que o Presidente entende por "pegar um pouquinho aqui e ali" quando se refere a generosidade do Rio em termos de fornecimento de água. Para evitar interpretações dúbias seria mais interessante S.Exa. rever seus conhecimentos sobre esta realidade regional com base nas informações técnicas existentes acerca de um assunto tão polêmico nos dias atuais, e desprezar opiniões e interesses puramente pessoais. Se assim não for feito, ele poderá estar cometendo um erro grave e de conseqüências difíceis de serem avaliadas. É como comparar a transposição das águas do São Francisco a uma empadinha de camarão servida em lanchonete de mercado público. Num primeiro lance de vista parece um apetitoso petisco mas depois de saboreá-la, os seus efeitos são por vezes desastrosos.

Tuim Lisboa
TAI Consultoria em Talentos Humanos
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Vestido Azul ou Utopia?
Num bairro pobre de uma cidade distante, morava uma garotinha muito bonita. Ela freqüentava a escola local. Sua mãe não tinha muito cuidado e a criança quase sempre se apresentava suja. Suas roupas eram muito velhas e maltratadas. O professor ficou penalizado com a situação da menina.
- "Como é que uma menina tão bonita, pode vir para a escola tão mal arrumada?".
Separou algum dinheiro do seu salário e, embora com dificuldade, resolveu lhe comprar um vestido novo. Ela ficou linda no vestido azul.
Quando a mãe viu a filha naquele lindo vestido azul, sentiu que era lamentável que sua filha, vestindo aquele traje novo, fosse tão suja para a escola. Por isso, passou a lhe dar banho todos os dias, pentear seus cabelos, cortar suas unhas.
Quando acabou a semana, o pai falou: "mulher, você não acha uma vergonha que nossa filha, sendo tão bonita e bem arrumada, more em um lugar como este, caindo aos pedaços? Que tal você ajeitar a casa? Nas horas vagas, eu vou dar uma pintura nas paredes, consertar a cerca e plantar um jardim."
Logo mais, a casa se destacava na pequena vila pela beleza das flores que enchiam o jardim, e o cuidado em todos os detalhes. Os vizinhos ficaram envergonhados por morar em barracos feios e resolveram também arrumar as suas casas, plantar flores, usar pintura e criatividade.
Em pouco tempo, o bairro todo estava transformado. Um homem, que acompanhava os esforços e as lutas daquela gente, pensou que eles bem mereciam um auxílio das autoridades. Foi ao prefeito expor suas idéias e saiu de lá com autorização para formar uma comissão para estudar os melhoramentos que seriam necessários ao bairro.
A rua de barro e lama foi substituída por asfalto e calçadas de pedra. Os esgotos a céu aberto foram canalizados e o bairro ganhou ares de cidadania.
E tudo começou com um vestido azul.
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