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Ubiquidade by Victor Mirshawka Jr.
Quando o Victor, diretor da Pós-Graduação da FAAP, o mesmo Victor que me deu a honra e a alegria de prefaciar meu último livro 'NEUROAPRENDIZAGEM E INTELIGÊNCIA EMOCIONAL', escreveu este post em seu Blog, 'VERDADE NUA', eu adquiri o hábito de ficar voltando lá para lê-lo. Leio todos, mas é que este é meu favorito.

Somente hoje coloquei um comentário lá. Nem me perguntem porque quase 8 meses depois. Eu simplesmente não sei. Mas esse é o tamanho da importância que dou à ele (ao Victor e ao post). O tamanho da qualidade da minha presença constante. Ubíqua?

O comentário diz:
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Curioso... Eu li este post no dia mesmo em que você o publicou.
Me causou um impacto tão grande, que fico voltando aqui, desde maio, pra ler de novo e de novo e...
Tenho essa sensação de que há mais nele do que as palavras dizem e fico, entretida por horas, à caça disso que me falta capturar e que, acredito, vai me ajudar a dar algum salto quântico.
Você tem essa qualidade, você sabe, de fornecer um trampolim para que as pessoas possam dar seus saltos.
Sorte minha estar por aqui, nesta piscina olímpica literária de idéias que fazem mesmo cócegas no raciocínio.
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E não é, meu amigo, que seu texto acabou se tornando praticamente ubíquo pra mim?
tava mais que na hora de compartilhar isso com o "mundo". Então, saboreiem.
Hoje, o texto não é meu. Mas como eu queria que fosse...

Inês Cozzo Olivares
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Ubiquidade.

Calma, minha intenção não é xingar ninguém com este aparente palavrão... Um dos meus passatempos prediletos é a leitura, e por conta disso, frequento constantemente o dicionário, toda vez que encontro palavras novas, desconhecidas, e às vezes divertidas. Ubiquidade é uma das minhas recentes aquisições, e significa: aquilo que está em toda parte, onipresente.

O ar é ubíquo, na maior parte dos casos. Está em praticamente todo lugar em que nós estamos, senão não estaríamos lá, certo? Pelo menos não vivos por muito tempo. E tudo que tem esta característica de estar por aí, de maneira abrangente, tem uma carga positiva e uma carga negativa. Nós rapidamente nos acostumamos com o que é ubíquo e assumimos que aquilo estará disponível, sempre. Não prestamos mais atenção, porque não precisamos, e isto nos dá uma sensação de segurança (positivo!). E passamos a agir de uma certa forma, até que nos esquecemos da existência daquela condição que permite que as coisas aconteçam (negativo!).

É muito divertido observar como as pessoas se comportam quando há falta de energia elétrica. Num shopping, por exemplo, a não ser pelas luzes mantidas por geradores, tudo pára. As lojas precisam fechar as portas. As pessoas ficam meio perdidas. A energia elétrica é ubíqua, nós contamos com ela para viver. Em nossas casas, também ficamos sem “eira nem beira” na sua ausência, pois praticamente tudo o que fazemos depende dela. No residencial onde moro, houve uma pane elétrica no domingo do jogo da decisão do campeonato paulista (Corinthians x Santos), que por sua vez causou problemas no sinal da prestadora de serviços de TV a cabo. Soube depois, ao conversar com um funcionário, que o telefone deles tocou loucamente durante vinte minutos, das 15h00 às 15h20, e a única reclamação era sobre assistir ao jogo. E o tom das reclamações passou longe do amigável. Sorte da operadora que conseguiu restabelecer o sinal em tempo.

Ocorre que entramos numa era onde rapidamente as telecomunicações móveis assumem um ar de onipresença, de ubiquidade. O telefone celular é o grande responsável, e não menos do que ele, a internet.

Na última vez que a Telefônica ficou com o sinal de internet fora do ar, em SP, muitos serviços essenciais pararam, e muitas empresas não conseguiram trabalhar. A comunicação instantânea é um benefício da vida moderna, mas será que chegamos num ponto em que não conseguiremos viver sem ela? Talvez não nós, mais experientes, mas e os adolescentes, que cresceram com este recurso à sua disposição? Quer castigar um adolescente de verdade? Tire dele o telefone celular e o acesso à rede mundial...

Apenas para completar, tudo que é ubíquo merece uma reflexão de vez em quando. Especialmente quando diz respeito aos sentimentos. Às vezes contamos como certo o amor de alguém, e não damos atenção ao relacionamento que origina o sentimento. E se esse amor sumir de uma hora para outra (não é bem assim, mas parece), pois não o alimentamos com amor em troca? Não vai ser tão fácil resolver como falta de luz, ou de email...



Escrito por Victor Mirshawka Junior em
05/05/2009 às 14h47
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